terça-feira, 19 de janeiro de 2010


A menina que desejou a morte


A chuva caira no chão seco desprendendo aquele cheiro de asfalto que estivera aquecido. E no alto do edifício uma única luz acesa era o qusrto de Carolina. Como era de seu costume, sentava no braço do sofá perto da janela e ali assava horas pensando num meio de escapar da vida.

Desde pequena escutava sua doce mãe dizer lhe que a vida era cruel e dura e que não dava espaço para pessoas fracas. E ela se sentia assim, fraca, incapaz de ter uma vida.

Carolina, observava friamente as gotas de chuva que se desprendiam levemente e numa agilidade impressionante da núvem e se questionava qual a função dela naquele mundo e não achava respostas cabíveis a tais questionamentos, cocluiu que era menos importante do que uma pequena e simples gota que tinha o poder de aliviar a sede e de dar esperança a um povo sedento. E ela o que fazia de bom??? .... ela só achava perguntas. E a cada minuto se debruçava mais em sua janela, para ficar mais confortável Carolina sentou no mármore frio e úmido da janela com seus pequenos pés para fora, para se deleitar com as maravilhosas gotas tocando em sua pelo como beijos de apreço.

Carolina pensou... pensou ... e pensou e viu que era inútil lutar, porque a vida nunca iria lhe dar uma chance, ela era realmente fraca. Então a doce Carolina subiu na parapeito da janela, desceu, caminhou até a porta de seu quarto, abriu, caminhou até o quarto de sua querida, deu-lhe um beijoe sussurou em seu ouvido que lhe amava, porém não podia viver sem a chance da vida.

Voltou para seu quarto e escreveu uma carta com os dizeres:


" Minha querida!
A vida é dura e cruel e eu não quero presenciar e nem sofrersuas duras penas. Eu quero voar para um mundo que eu tenha uma função, que eu seja tão importante como a pequena gota de chuva que irriga o mundo.
Vou, mas não chore.
Apenas partirei para um lugar desconhecido, porém muito bem fantasiadoe voarei. Aí então sentirei a liberdade no brilho do meu olhar, não haverá mais tristezas, serei plena.
E não esqueça, me guarde apenas como uma lembrança, uma recordação doce e agradável dos meus doze anos de existência próximo a ti.
Beijos minha doce e linda querida. E não chores porque icarei triste e sempre estarei cuidando de você."


Após escreve, Carolina selou a carta com um beijo de apreço e amor, a pôs em cima de sua camae caminhou levemente até a janela.
Subiu novamente no parapeito da janela, a chuva aumentara visivelmente e parecendo imossível surgiu no negro céu uma bela ave cujas penas brancas e olhos fundos miravam Carolina e ela se entregou aos seus desejos mais insanos e voou ara um lugar onde ela seri uma linda e útil gota.

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